Sei que sempre desejaste que te escrevesse um texto, que te dedicasse parte do meu tempo a passar para papel tudo aquilo que imagino sobre ti. Aqui tens, hoje vou escrever para ti.
Estou cansada, acumulei tretas e mais tretas da tua parte durante muito tempo. Tens muitos defeitos, mas o pior deles todos é o facto de teres parado no tempo. Esqueceste-te de crescer ou não conseguiste amadurecer o suficiente. Tens 18 anos e nenhuma das tuas qualidades o afirmam. Eu dei-te mil e um conselhos, mas eu já devia saber que sou sempre a segunda opção.
É verdade que hoje estou a escrever assim sobre ti, mas amanhã posso querer ter um pouco de ti. Sabes muita coisa sobre mim, e esse sempre foi o meu mal - falar demais.
Eu só queria deixar tudo bem claro, para não haver dúvidas. Tentámos uma vez, e olha no que deu. Confesso que já pensei em ligar para ti, marcar um encontro e ver o que acontece (é como dizem: "se nunca tentarmos, nunca iremos saber")...
Era contigo que tinha as conversas mais profundas, porque tu também partilhavas a mesma paixão que eu - escrever. E acredita, adorava esses momentos! Não me importava de os voltar a ter, mas e se isto voltar a descambar outra vez? Ahh, não te esqueças que a má-da-fita é sempre a mesma - eu. Porque há coisas que não consegues guardar para ti e tens de contar a meio mundo... Tens a língua maior que a boca.
Na verdade, este texto mostra aquilo que eu vejo e o que não vejo em ti. Não penses que isto é "falar mal". Passei para papel aquilo que sentia e que estou a ganhar coragem para te dizer na cara.
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