Chamaste-me. Fui ter contigo. Entrei no autocarro e só saí na paragem mais perto da tua casa. Quando apareci à tua porta agarraste-me, puxaste-me para ti, contra o teu peito. Afastei-me. Todas as perguntas, todas as tentativas de resistir e todas as minhas dúvidas vieram ao meu encontro. As tuas palavras obrigaram-me a sentir-te, a voltar a tocar-te. Repetiste o gesto, agitaste-me e encostaste-me a ti. Beijaste-me a mão, o braço e o pescoço de seguida. Disseste que tinhas saudades minhas e não me deixaste falar. Tapaste-me a boca com os teus lábios. Suaves, bonitos, que já não beijava à anos. Apoiaste as tuas mãos na minha cintura, e dei por mim a bloquear. Sabia que estava a cometer um erro, um erro imperdoável. Continuei, estava a traí-lo, mas continuei. Elevei os meus braços e pousei as mãos junto ao teu peito. Quente. Passei os dedos pelos teus abdominais, definidos, perfeitos. Lançaste-me para a cama e fizemos amor. Sabia o que estava a fazer. No fim, não me arrependi. Sussurraste, "amo-te". Chorei. Abraçaste-me e pediste segredo. Ainda hoje o guardo. Longe de ti. Para sempre. Sabes, eu também tenho saudades tuas e, provavelmente, cá no fundo, também te amo.
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